PIADAS ANTIGAS


1. O duke e a duchess of Belford estão passeando pelos jardins do palácio, quando a duquesa diz pro marido:
- Se eu morrer, quero ser enterrada aqui. Qual o epitáfio que você vai mandar gravar?
E o duque:

"Aqui jaz Mary, duchess of Belford,
fria como sempre foi em vida."


A duquesa ainda estava aparando o golpe, quando o duque perguntou:
- E se eu morrer primeiro, querida, qual vai ser o meu epitáfio?
E ela, rápido:

"Aqui jaz Charles, duke of Belford,
duro como nunca foi em vida."


2. O Ministro voltou encantado da viagem e explicou para o Presidente:
- O importante, Presidente, é a disciplina e a obediência da tropa. Visitei vários países que nos são simpáticos, cujos regimes parecem modelos a serem seguidos e fiquei pasmo com a rigidez da disciplina militar. Temos que fazer o mesmo aqui.
- Faça, Ministro! - falou o Presidente.
E o Ministro falou que tinha visto o Presidente do país visitado chegar à sacada do palácio, jogar uma peninha lá embaixo sobre a tropa formada e falar "aquele cuja cabeça cair deverá se sacrificar pela pátria".
- E o que aconteceu?
Respondeu o Ministro:
- Em cada país que visitei, Presidente, a cada peninha que vi cair, ouvi o tiro do dever cumprido.
- Pois faça aqui, Ministro!
E o Ministro mandou a tropa formar no pátio, lá em cima do Ministério e gritou:
- O soldado em cuja cabeça esta pena cair, deverá se sacrificar pela pátria!
E, comovido, jogou a pena. Só que a sacada do Ministério era muito alta e os dois não puderam ver onde a pena tinha caído, ninguém ouviu o barulho do tiro do dever cumprido.
- Vamos lá embaixo ver o que houve - falou o Presidente.
E foram os dois lá embaixo. Chegaram lá e encontraram aquela tropa com a cabeça para cima, soprando uma peninha, que dançava no ar.


3. No elevador do Ministério, aquele montão de gente. De repente, entra o Ministro da Fazenda, esquecido que havia elevador só para ele. Quando a porta se fecha, todos em silêncio, ouve-se uma voz:
- Muito prazer, senhor Ministro! Aqui quem fala é o operário brasileiro.
Todos olham para o operário, que estende a mão para o Ministro. Este não tem outro jeito e aperta a mão do operário. Sem saber o que perguntar, o Ministro diz:
- Tudo bem?
- Claro, senhor Ministro! - responde o operário. - Eu vou bem, a família vai bem, os meninos vão bem...
- Claro, senhor Ministro. Tenho nove, cinco no ginásio, dois na universidade e o resto na escola primária.
E o elevador subindo, entrando gente e todos interessados na conversa dos dois.
- O senhor mora onde? - perguntou o Ministro.
- Num apartamento que compramos no ano passado.
- Próprio?
- Claro, Ministro.
- Mas o senhor ganha quanto?
- Dois salários-mínimos, sou operário especializado.
- Ah, mas a sua mulher também trabalha?
- Claro que não, Ministro, se ela trabalhar, quem vai levar os meninos ao colégio?
- Mas não tem ônibus?
- Nada, Ministro, cada um estuda num colégio diferente. A mulher tem que ir no fusca dela mesmo.
- Claro, Ministro, eu trabalho tanto pra quê? Para dar conforto à família.
- O senhor tem outras rendas?
- Claro que não, Ministro. Vivo do salário que o governo decretou que seja pago aos operários do meu País.
Nesta altura, o elevador chegou ao último andar, saíram todos encantados com a conversa do Ministro com o operário brasileiro e só ficaram os dois. O Ministro falou:
- Muito obrigado pelo seu testemunho, meu querido conterrâneo. Graças ao seu papo, as pessoas que estavam neste elevador viram como se vive bem o operário brasileiro, graças à política econômica. Não me esquecerei da sua ajuda. Como é mesmo o seu nome?
- Mandrake.


4. O puxa-saco limpa o paletó do Dr. Júlio e diz:
- Epa! Um mosquitinho aqui! Dr. Júlio, me arranja aí cem reais...
Dr. Júlio:
- Devolve a droga do mosquito!


5. Fidel Castro foi à ONU. O pessoal da segurança avisou logo que só podia entrar quem tivesse credencial cubana.
- E qual é a credencial cubana? - perguntaram os caras da segurança da ONU.
- Barba e charuto! - explicou o chefe da Polícia Cubana.
Fidel Castro chega e entra. Vem atrás dele um outro cara e a segurança para:
- Olha a barba! Olha o charuto!
- Ah, sim...pode entrar.
E vem outro de barba e charuto:
- Relaciones Publicas!
- Pode entrar!
Outro de barba negríssima, charutão enorme:
- Jefe de la Policia Civil!
- Pode entrar!
Outro de barba bem enroladinha, charuto aceso:
- Agente Federal!
- Pode entrar!
Aparece um, sem barba e sem charuto:
- Agente Especial!
- Sem essa, companheiro! Sem barba e sem charuto, não entra!
O agente abre o cinto, estica a calça pra frente com o dedão e, apontando lá dentro, mostra pro porteiro:
- De la Policia Secreta!


6. Na pequena cidade do interior todo mundo sabia de tudo. E sabia que a Maria estava grávida há algum tempo. E já tinham se passado nove meses e o bebê não nascia. Aí o marido levou a Maria ao posto de saúde, o médico a examinou e constatou que não estava grávida coisa nenhuma. Pegou uma agulha, deu uma furada na barriga da Maria e - sssssssshhhhhhhhhhhhhhhh - só saiu vento.
A cidade logo ficou sabendo da notícia, a novidade correu solta e a conseqüência é que o Zeca, marido dela, ganhou o apelido de PIPIU DE VENTO.
Como sofria o Zeca...
- Ainda mato um!
- Mata não, meu filho - disse o padre - Faz que não liga e as pessoas se esquecem.
- O senhor jura?
- Juro.
O Zeca saiu da Igreja e jurou ao padre que não ia ligar. Mas, um minuto depois, ele chega na praça e vê o Zeca batendo num garoto de 12 anos.
- Que isso, meu filho? Você me prometeu...
- Olha, seu padre, o menino me chamou de PIPIU DE VENTO e nem liguei. Segui em frente. Mas aí ele abusou e não aguentei.
- Que foi que ele fez?
- Pediu pra eu encher o pneu da bicicleta dele!


7. Um rapaz foi tirar uma moça pra dançar lá no interior e levou um não. Criou logo maior rebu. Quando os ânimos se acalmaram, subiu ao palco o presidente do clube, um sargentão da PM, que pegou o microfone e foi logo dizendo:
- Daqui pra frente, toda dama que fodama vai ter que dançar toda dança que fodança.


8. Jânio viajando de trem, de volta de uma série de comícios, estava morto de cansado, tanto que até dormiu. Lá pelas tantas, vem o chefe do trem batendo no ombro do pessoal e avisando a próxima estação:
- Pirassununga, Pirassununga...
Nisso, ele acorda de repente e diz:
- Bota uma dose aí...


9. Dois bêbados se encontram para mais uma noitada de porre e um deles reclama:
- Já to de saco cheio de andar sempre nos mesmos lugares, de ver sempre as mesmas caras!
- É mesmo, cara! Tá na hora de mudar um pouco... Ah! Já sei! Tem uma boate maneira lá no centro, que é superluxuosa, tem até um pinico de ouro! Só que não me lembro direito onde era, porque tava num porre danado, vamos ter de procurar.
Depois de muita busca, chegam num lugar muito grão-fino.
- É aqui que tem uma privada de ouro?
- Privada de ouro? perguntou o leão de chácara. - É... um vaso todinho de ouro... O leão de chácara arregalou os olhos, agarrou o bêbado e gritou pra dentro da boate:
- Corre aqui, Janjão! Acabei de pegar o cara que cagou no seu trombone!


10. A galera do circo estava ensaiando, quando um novato chega pro palhaço e pergunta:
-Como eu faço pra iniciar uma carreira?
E o palhaço:
-Vai lá e passa a mão na bunda da mulher do gigante!


11. Em breve estaremos fazendo um novo lançamento: Refrigerantes NOKU. Mesmo agora, já podemos imaginar você tomando NOKU.
Quando terminar, você dirá quero tomar mais NOKU. Não é preciso tomar NOKU nos bares. Você pode tomar NOKU em casa também.
Se o problema com sua mulher for bebida, mande-a tomar NOKU. Puro ou com gelo, NOKU é delicioso.
Proporciona a seus filhos o saboroso hábito de tomar NOKU.
Tome NOKU com seus amigos e mande toda sua familia tomar NOKU.
Ajude-nos nesta propaganda, colocando na porta de sua casa uma placa escrita assim:
AQUI TODOS NÓS TOMAMOS NOKU.


12. O Boccage, que já estava de olho nas princesas do castelo, fantasiou-se de velhinha e foi ate lá conferir. Veio atender a propria rainha, que vendo a "velhinha", perguntou:
- Pois não, o que a senhora deseja?
- Veja a minha situação...não tenho onde passar a noite.
- Então hoje você vai dormir com uma das princesas.
O Boccage ficou satisfeito. No dia seguinte, a princesa se levantou, foi até a janela e, abrindo-a, declamou:

"Andorinha, andorinha...
Como é bom dormir com essa velhinha!"

Então a outra princesa resolveu dormir também com a velhinha para experimentar. No dia seguinte, se levantou, foi ate a janela e, abrindo-a, declamou:

"Andorinha, andorinha...
Como é bom dormir com essa velhinha!"

A rainha contente por ver que as princesas tinham dormido bem, resolveu também dormir com a velhinha. No dia seguinte, se levantou, foi até a janela e, abrindo-a, declamou:

"Andorinha, andorinha...
Como é bom dormir com essa velhinha!"

O rei já desconfiado, resolveu dormir com a velhinha também. No dia seguinte, levantou-se capengando, foi ate a janela e, abrindo-a, declamou:

"Urubu, urubu...
Lá se foram as pregas do meu cú!"


13. Tava a velha pobre na choupana, quando surgiu a fada madrinha:
- Como você sempre foi uma pessoa pura, vou lhe conceder três desejos.
A velha ficou toda feliz:
- Primeiro, queria um linco castelo.
Plim-plim. O desejo foi concedido.
- Agora, queria me tornar uma moça linda e rica.
Plim-plim. O desejo foi concedido.
- Por último, queria que o meu gato, que foi meu companheiro a vida toda, se tornasse um lindo príncipe.
Plim-plim. O último desejo foi atendido e a fada madrinha desapareceu. O gato se transformou num príncipe lindo, ele costurava...
- Meu príncipe! - exclamou a moça.
O príncipe, batendo com um punho no outro, falou macio:
- Bem feito! Bem feito! Quem mandou castrar o gatinho?


14. Numa firma trabalhavam quatro funcionários: Todo Mundo, Alguém, Qualquer Um e Ninguém.
Havia um importante trabalho a ser feito e Todo Mundo achou que Alguém iria executá-lo.
Qualquer Um poderia fazê-lo mas Ninguém o fez. Alguém ficou aborrecido com isto porque entendeu que a sua execução era responsabilidade de Todo Mundo. Todo Mundo pensou que Qualquer Um poderia fazê-lo. Mas Ninguém imaginou que Todo Mundo não faria.
Final da Historia: Todo Mundo culpou Alguém, quando Ninguém fez o que Qualquer Um poderia ter feito.


15. O rico e o pobre são duas pessoas;
O soldado protege os dois;
O operário traballha pelos três;
O cidadão paga pelos quatro;
O vagabundo come pelos cinco;
O advogado rouba os seis;
O confessor condena os sete;
O médico mata os oito;
O coveiro enterra os nove;
O diabo carrega os dez;
A mulher engana os onze